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Pantanal em Chamas “Queimadas do amor”: Incêndios Recordes em Junho Exigem Ação Urgente

Dados do Inpe Revelam Maior Número de Focos de Incêndio em 25 Anos, Enquanto Debate sobre Responsabilidade e Legislação se Intensifica

Por: Carlos Magno

 Imagem: Foto Reprodução

Dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que o Pantanal registrou, em menos de 15 dias, o maior número de focos de incêndio para o mês de junho desde o início da série histórica em 1998.

De acordo com a plataforma BDQueimadas, que utiliza informações de satélites do Inpe, foram contabilizados 733 focos de incêndio em todo o bioma até sexta-feira, 14 de junho.

O Pantanal, que se estende pelos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, tem enfrentado uma série de incêndios devastadores desde o início do ano. De janeiro até agora, foram identificados 1.632 focos de incêndio. Em comparação, no mesmo período de 2023, a plataforma BDQueimadas registrou 133 focos, e em 2022, foram 466.

Com uma extensão de 150.355 km², o Pantanal perdeu pelo menos 1.276 km² para o fogo até maio deste ano, contrastando com a perda de 120 km² no mesmo período de 2023.

Até 2022, o PT e outros partidos de esquerda atribuíam as queimadas no Pantanal ao governo Bolsonaro. No entanto, no atual governo, as críticas à administração federal e ao Ministério do Meio Ambiente, liderado por Marina Silva, são menos evidentes. Especialistas consultados frequentemente mencionam a seca anual da região como a principal causa dos incêndios.

O deputado federal Kim Kataguiri comentou ironicamente sobre a situação: “A ministra Marina Silva é fogo, hein? Conquistou os dois maiores recordes de queimadas no Pantanal.”

No dia 6 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a falha do Congresso Nacional em estabelecer uma legislação adequada para a proteção do Pantanal, estipulando um prazo de dezoito meses para a aprovação de uma regulamentação específica.

O relator, ministro André Mendonça, enfatizou a necessidade urgente de preservação, citando que “mais de 35 anos se passaram sem que a regulamentação necessária fosse implementada, tornando imperativo reconhecer a omissão legislativa quanto à proteção do Pantanal”.

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