Mais Goiano é

Contradições Marcam Depoimentos sobre Morte de Policial em Novo Gama-DF

Investigações Seguem sem Esclarecimentos sobre Envolvimento de Suspeitos e Militares

Por: Bruna Andrade

 Imagem: Foto Reprodução

Os depoimentos dos envolvidos na investigação da morte do policial militar Leandro Gadelha da Silva, após um confronto com quatro suspeitos em Novo Gama-DF, apresentam contradições.

Os militares que atuaram na operação relataram em depoimento que só agiram depois de receberem a notícia da negociação de armamento por Leandro Gadelha. Um dos agentes disse que Leandro estava de folga quando o caso aconteceu. Ele teria então acionado os outros policiais com informações sobre a negociação de armamento por indivíduos no bairro Vale do Pedroso.

Em depoimento à polícia, o primo de Matheus, autor do disparo, disse que foi ao local junto com ele e outros dois parentes para realizar a negociação de uma arma de fogo e que um policial estava envolvido na comercialização. Segundo ele, a negociação teria sido realizada por um aplicativo de mensagens e foi combinado um local para o fechamento da venda. Quando chegaram, um homem vestido de forma casual, que seria o vendedor da arma, chamou Matheus para o fundo do lote, onde apresentou um revólver e uma pistola com numeração raspada. Quando estavam negociando o valor, dois homens invadiram e começaram a atirar, gritando que Matheus estava armado.

O caso segue sendo investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Luziânia. Ao ser questionada sobre a diferença nas versões apresentadas, tanto a Polícia Civil quanto a Polícia Militar não se posicionaram. O paradeiro de um quinto elemento, que também estaria envolvido na negociação das armas de fogo, segue desconhecido. Nos autos do processo, não há indicação de que houve uma tentativa de prisão ou de colher o depoimento do suposto vendedor apontado pelos policiais que participaram da ação.

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