A Advocacia-Geral da União (AGU) tomou medidas legais para compelir o empresário Pablo Marçal a conceder direito de resposta à União. Em suas redes sociais, com milhões de seguidores, o influenciador digital alegou que as Forças Armadas estavam inativas diante da calamidade pública que afeta o Rio Grande do Sul.
O pedido foi apresentado pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), órgão da AGU, solicitando a um juiz que Marçal faça publicações em seus perfis no Instagram, TikTok e Facebook, expondo informações sobre o engajamento dos militares na crise.
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De acordo com a AGU, as Forças Armadas estão engajadas desde o primeiro dia de maio em operações de resgate de pessoas, atendimentos médicos, transporte de equipes e materiais, bem como coleta e distribuição de donativos para a região afetada.
Combinando os esforços do Exército, Marinha e Força Aérea Brasileira, a operação conta com quase 13 mil militares, 94 embarcações, 348 veículos, quatro aeronaves e 17 helicópteros.
Marçal chegou a alegar que um único empresário teria disponibilizado mais aeronaves do que a Força Aérea Brasileira para as operações de resgate e suporte à população gaúcha.
A PNDD ressalta que, ao desacreditar a atuação das Forças Armadas na calamidade, a disseminação de desinformação prejudica os esforços de resposta, pois a redução da confiança da sociedade na ação do Estado brasileiro pode desencorajar a doação de donativos e prejudicar os esforços de resgate.