Mais Goiano é

Ato na Paulista: 95% apoiam impeachment de Moraes, diz pesquisa

Pesquisa feita pelo Monitor do Debate Político da USP também aponta que 93% apoiam impedimento também de Toffoli

Por: Charles Borges

Texto: Jessica Bernardo

 Fraga Alves/Especial Metrópoles

Quase a totalidade dos manifestantes presentes no protesto bolsonarista desse domingo (1/3) na Avenida Paulista se colocou a favor do impedimento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A agenda foi convocada para protestar contra o STF e promover o convidado especial, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O dado é da pesquisa feita pelo Monitor do Debate Político, da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em parceria com a ONG More in Common.

Quando perguntados se eram favoráveis ao impeachment dos magistrados, 95% foram favoráveis ao impedimento de Moraes e 93% ao de Toffoli.

Os pesquisadores entrevistaram 704 pessoas entre os 20,4 mil participantes estimados do ato.

O que mostrou o levantamento?

  • Entre os entrevistados, 74% apontou o nome de Flávio como seu favorito para a disputa presidencial.
  • Em segundo lugar, com 10%, aparece Tarcísio de Freitas (Republicanos).
  • Michelle Bolsonaro (PL) foi citada por 4% dos entrevistados.
  • 9% dos participantes afirmou que preferia outros nomes.
  • 3% dos entrevistados disse que não preferiam nenhum dos apontados.
  • Disseram não saber responder 1% dos entrevistados

 

– A pesquisa também questionou os participantes sobre outros temas. Quando perguntados se apoiavam as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, 28% disseram ser completamente favoráveis, 28% se colocaram parcialmente a favor e 23% contra.

Além disso, 81% disseram que políticos e militares condenados por golpe de Estado deveriam receber anistia, 77% se identificaram como muito de direita, e 67% disseram que se consideram muito conservador.

Contexto contra STF
O tom das críticas ao STF não era consenso entre os organizadores do protesto por temor de que os convidados pudessem infringir a legislação eleitoral. Uma ala dos bolsonaristas entendia que a pressão por um impeachment de Toffoli, que saiu da relatoria do caso Master, pode ajudar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A avaliação desse grupo era de que, com a cadeira de Toffoli vaga, Lula pode nomear para o lugar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD), o que seria um atrativo de novos aliados do centrão para a campanha petista, principalmente em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

Outra ala temia que o impeachment de Toffoli abra precedente para o impedimento de outros magistrados da Suprema Corte, como Alexandre de Moraes. Esse pensamento foi vocalizado, por exemplo, pelo pastor Silas Malafaia.

Enquanto o presidenciável Flávio Bolsonaro (Republicanos) foi cauteloso sobre o caminhão na Paulista, não citando o nome de Toffoli ou Moraes, o excesso ficou por conta de certos convidados menos controláveis pelos organizadores do ato, como Malafaia, que sempre ataca o STF quando discursa na Paulista, e o governador Ronaldo Caiado (PSD).

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